sábado, 30 de agosto de 2014

Esquerda, volver!

Esquerda, volver!!!

O caminho da vitória para Dilma é avançar para a esquerda.

O PT sempre temeu enfrentar os grandes grupos conservadores da Mídia, os banqueiros e o empresariado de direita, tentando se equilibrar entre o compromisso com políticas sociais e de inclusão e o não enfrentamento de mazelas históricas como o monopólio dos meios de comunicação, a especulação financeira e o boicote de setores econômicos às políticas governamentais. 

Esse caminho não é mais possível. Seguir mostrando o que fez e o que fará nos limites desse marco não nos levará á quarta vitória do povo. Sucumbiremos à onda do Collor de saias.

Dilma tem que se comprometer aberta e incisivamente com bandeiras tais como a redução da jornada de trabalho; taxação das grandes fortunas; democratização da mídia, conforme prevê a constituição; fim do fator previdenciário; reforma agrária radical em cima de grandes propriedades especulativas e improdutivas, acompanhada de um forte programa de investimentos e custeio para os novos e antigos assentamentos; reforma urbana; aprofundamento dos mecanismo de fortalecimento da democracia direta; denúncia e combate ao rentismo e, por aí vai;

Deve também desmascarar o discurso de Marina e coloca-la onde ela realmente está, ou seja, ao lado dos banqueiros e do grande empresariado a serviço do imperialismo mundial.

Só essa inflexão à esquerda é que será capaz de mostrar de que lado a candidata petista e as forças que a apoiam estão, mesmo que desagrade segmentos conservadores aderidos ao projeto de reeleição. Assim, as chances de vitória irão aumentar.

Mas se ficar só no “feijão com arroz” de mostrar o que fez e vai fazer sem ultrapassar a barreira conservadora que cercou seu governo e os governos Lula, a campanha ficará mais com cara de relatório de prestação de contas e o projeto liderado pelo PT não será mais capaz de ser o caudatário dos anseios por mudanças clamadas pela maioria do povo brasileiro.

Por outro lado, mesmo que Dilma seja derrotada, essa guinada à esquerda servirá para agrupar e reorganizar as forças políticas mais avançadas, os movimentos sociais, sindicais e setores progressistas da sociedade para enfrentar o neoliberalismo que, caso Marina saia vitoriosa, ressurgirá com nova roupagem, na pele de uma candidata messiânica, que prega uma nova política, mas que na verdade traz camuflados por debaixo dessa roupagem, banqueiros, e outros empresários antinacionais, ávidos por lucros ilimitados, às custas da espoliação dos trabalhadores e da maioria do povo brasileiro.


No entanto, se Dilma e seus estrategistas esperam poder vencer com o apoio da direita que supostamente tem temor a Marina, poderá dar com os burros n'água, simplesmente por que esse temor não existe e mesmo que alguns a temam, esse medo é menor do que a verdadeira ojeriza ao PT, que nesse meio e em sua área de influência chegou a níveis psicóticos. Se ainda assim Dilma ganhar com o improvável apoio da direita, terá que realizar um governo mais conservador, sem ter condições de avançar nas mudanças tão necessárias para o aprofundamento da democracia e para o bem estar do brasileiro. O fracasso do projeto estará sendo apenas adiado.

Mas se perder abraçada com a direita, será ainda pior, pois o Partido dos Trabalhadores não terá mais legitimidade para liderar as forças de esquerda e progressistas no combate ao neoliberalismo que se imporá novamente com a eleição da outra candidata.

Ganhando ou perdendo, é preciso que seja com as bandeiras da classe trabalhadora e da maioria do povo brasileiro.

E, para trazer mais complexidade ao quadro atual, não podemos esquecer o resultado dessa eleição não terá reflexos apenas para o Brasil. Todos os governos e movimentos de esquerda e progressistas da América Latina serão impactados pelo resultado que sairá das urnas em outubro ou novembro. Isso torna ainda mais fundamental alcançar a quarta vitória do projeto cuja implantação se iniciou em 2003, com o primeiro governo Lula.

Até a vitória, sempre!!!!

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