segunda-feira, 15 de maio de 2017

A canalhice dos meios de comunicação a serviço do golpe não tem limites

A principal revista semanal do Brasil, homenageada com o epíteto “esgoto sólido da maré baixa”, saiu este fim de semana com uma capa infame, trazendo a foto de dona Marisa, mulher de Lula falecida recentemente, logo acima da manchete em letras garrafais "A MORTE DUPLA".

Com essa manchete e sabe-se lá com que conteúdo fétido (me recuso a lê-la), esse lixo quer fazer seus incautos leitores acreditarem que Lula teria provocado a segunda morte de dona Marisa, quando "em seu depoimento ao juiz Moro, Lula atribui as decisões sobre o triplex no Guarujá à primeira-dama, falecida ha três meses."

Mais do que uma canalhice, mais do que uma infâmia, é uma maldade hedionda, própria de fascistas, que para alcançarem seus intentos, não respeitam qualquer limite de decência, de compaixão, de humanismo.

Marisa morreu em consequência de um aneurisma que havia sido diagnosticado ha algum tempo e veio a se romper, causando sua morte. É muito provável que o rompimento tenha sido provocado pelo permanente estado de tensão e estresse que ela vivia, em razão da verdadeira caçada humana sofrida por seu marido e que atingia direta e indiretamente toda sua família.

Mas nada disso importa para essa odiosa revista (?) a serviço de uma elite tacanha, arcaica, que jamais saiu da casa grande. Importa, sim, destruir Lula custe o que custar, independente dos métodos.

Diante de tantos exageros cometidos por aqueles que querem destruí-lo, de tanta obsessão por inviabiliza-lo eleitoralmente, não descarto até a possibilidade de que possa vir a ser eliminado fisicamente e recomendo cuidado com isso. Talvez seja essa uma das alternativas no rol dos caminhos escolhidos para impedir que o "jararaca" dispute as eleições presidenciais de 2018, a verdadeira bala de prata. Ainda que possa não existir um plano estruturado nesse sentido, sabemos que no meio de fascistas há sempre um bando de carniceiros sedentos por sangue, loucos para receber um "sinal" de seus chefes para a execução do serviço sujo.

Voltando à manchete infame, quem viu o depoimento de Lula - e eu tive o cuidado de assisti-lo integralmente - sabe que em nenhum momento o ex-presidente disse algo que tivesse a menor conotação com o que o detrito sólido da maré baixa deseja inculcar em seus leitores. E para aqueles que não assistiram o depoimento e não quiserem ter o trabalho de faze-lo, deixo aqui um link, do Blog da Milly, que poupou o trabalho de vocês, estraindo ponto a ponto, tempo a tempo, frase a frase, dos trechos em que o nome de dona Marisa foi citado: https://blogdamilly.com/2017/05/14/a-falsa-narrativa-de-que-lula-culpou-dona-marisa/

Luiz Inácio disse a verdade, ou seja, que a cota para aquele empreendimento do Guarujá foi adquirida por dona Marisa junto ao Bancoop em 2005, o que é a mais pura verdade, como comprovam a documentação existente. E não se tratava da compra de uma unidade específica do prédio que estava sendo construído pelo sistema cooperativista, mas de uma cota desse empreendimento, que, ao final, poderia ser materializado na propriedade de um dos imóveis, ou simplesmente ser usado como investimento. É quase como uma carta de crédito de um consórcio.

Quanto ao triplex, especificamente, Lula confirmou que esteve uma vez olhando o imóvel, mas que não gostou do que viu e nunca mais voltou.

Perguntado se dona Marisa havia voltado ao local, ele disse que ela havia retornado mais uma vez, mas que ele só ficou sabendo 10 ou 15 dias depois e que eles não se interessaram em ficar com o imóvel. Não há, nestas respostas, nenhuma conotação que possa levar qualquer mente sã a entender o que essa revista (?) de terceira categoria afirma.

Está claro que tais veículos de comunicação, incluindo rádio e televisão – estes com muito mais poder de contundência - entraram em um desespero tal, após o antológico depoimento de Lula e a gigante caravana que foi a Curitiba em seu apoio, que buscam freneticamente algo em que se pegar para tentar barrar o tsunami chamado Lula, que vem chegando cada vez mais próximo à praia para varrer os detritos fascistas que tentam aprisionar o Brasil depois de mais de uma década de governos democráticos e populares. E como já disse lá em cima, tudo farão para alcançar seu intento. Estamos sob os efeitos de um golpe de estado, ainda que não em sua forma clássica. Dessa vez a democracia não foi bombardeada por tanques, mas por armas tão letais quanto, vindas do arsenal do conluio midiático/jurídico/parlamentar, a serviço da plutocracia nacional, subserviente e beneficiária do imperialismo estadunidense.

A esse respeito vale ler ou reler a Carta Aberta escrita por Eugênio Aragão, subprocurador da República e ex-ministro da Justiça de Dilma, destinada Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, depois que este – ainda que não citasse o nome de Aragão – lhe teceu duras críticas em discursos proferido no ato de posse da ministra Carmen Lúcia, como presidenta do STF.  

Essa Carta Aberta foi publicada com exclusividade pelo Blog de Marcelo Auler, que a classifica com um documento histórico, com o que concordo. http://marceloauler.com.br/de-eugenio-aragao-a-rodrigo-janot-amigo-nao-trai-amigo-e-critico-sem-machucar-amigo-e-solidario/

Destaco um pequeno trecho da Carta Aberta, que nos traz luz para entender o pano de fundo da tragédia que o golpe nos impõe, sua amplitude em termos de apoio no aparelho de Estado, sua profundidade e o papel fundamental da mídia tradicional na manutenção e consolidação do avanço fascista:Compartilhei meus receios sobre os desastrosos efeitos da Lava Jato sobre a economia do País e sobre a destruição inevitável de setores estratégicos que detinham insubstituível ativo tecnológico para o desenvolvimento do Brasil. Da última vez que o abordei sobre esse assunto, em sua casa, o Senhor desqualificou qualquer esforço para salvar a indústria da construção civil, sugerindo-me que não deveria me meter nisso, porque a Lava Jato era ‘muito maior’ do que nós.”


Mais, não preciso dizer.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Colunista da Globbels faz malabarismo ao analisar depoimento de Lula

Na coluna de hoje, tentando diminuir o efeito da surra que a lava jato tomou de Lula e do ridículo a que se expôs, com um interrogatório extraído de ilações da mídia corporativa e do espantosamente circense power point do Dallagnol, a colunista afirma que "sua (a de Lula) popularidade é grande, mas menor do que já foi..."

A coluna inteira é um monte de bobagens sem fundamentos, e serve apenas como correia de transmissão do pensamento (ou desejo) de seus patrões. Mas essa afirmativa sobre a popularidade de Lula é tão "solta no ar", sem maiores preocupações contextuais, que a reprovaria em qualquer teste sobre ciência política e torna menor ainda sua importância (já tão comprometida) para o jornalismo brasileiro.

Se formos aos números das recentes pesquisas que apontam a tendência de voto do eleitorado brasileiro nas próximas eleições presidenciais (se houver eleições, se não formos surpreendidos com um golpe dentro do golpe), veremos que a intenção de voto no pré-candidato Lula gira em torno de 40%.

Ora, é um número fantástico, se formos considerar a intensa campanha negativa contra o ex-presidente, perpetrada pelos principais veículos de comunicação (?) brasileiros, capitaneados pela rede Gloebbels. Apesar dessa tentativa infame, diuturna, de destruir a imagem de Lula, a intenção de votos no "jararaca" cresce a cada dia e a cada golpe desferido contra ele.


Mirian, avise a seus patrões (para não ser cobrada depois), que 40% de intenção de votos em tais circunstâncias é muito mais representativa, significa mais do que a aprovação que Luiz Inacio tinha quando findou seu segundo mandato e surfava a onda do exuberante crescimento brasileiro. Após o depoimento de ontem, então... É só aguardar as próximas pesquisas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Marisa Letícia, uma brasileira

Chegar e partir é inerente a todos nós, a todo ser vivo.
Pena Marisa partir ainda tão cheia de vida, e em meio a um momento em que enfrentava com fibra, com coragem ataques infames, fascistas contra Lula, seu grande companheiro de vida e de luta, mas que a atingia também, e a seus filhos, o que lhe causava imensa dor e que, talvez, tenha apressado sua partida, tenha pressionado demais o aneurisma cerebral que a acompanhava há alguns anos.
Marisa se foi em matéria, mas ficará como uma das grandes brasileiras, daquelas que ousaram e ousam lutar por um Brasil melhor, por um mundo melhor. Uma guerreira que lutou – a seu modo e com sua sabedoria inata – a luta de todos os brasileiros e brasileiras  excluídos do usufruto das riquezas que produzem, das riquezas naturalmente oferecidas pela rica geografia e geologia do Brasil.
Diferentemente de seus insanos detratores, Marisa já é enaltecida pela história e viverá para sempre em nossos corações.

Dedico, um tanto encabulado pela inabilidade poética, esse simplório acróstico a Marisa Letícia, prestando minha pública solidariedade a Lula, sua família e amigos.

Marisa Leticia

Marisa, uma brisa suave e constante que soprou por 66 anos
Amiga e amor inseparável do maior presidente do Brasil
Reinou como mulher, cidadã, mãe, guerreira, revolucionária...
Inseparável companheira da maior estrela do PT
Serena e discreta senhora do palácio, guardiã da humildade
Amou o marido, amou os filhos, amou os brasileiros e brasileiras

Legou honestidade, alegria, solidariedade, amor, amor e amor
Elevou a condição de primeira dama à humanidade de Marisa Letícia
Transitou por palácios com os passos do povo brasileiro
Inaugurou, junto com Lula, a era da esperança e da bonança
Compartilhou de sonhos coletivos, por justiça e igualdade
Indignou-se com o ódio fascista de humanos desumanizados
Acima de tudo, porem, amou a vida, amou os seus, amou o Brasil

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Em busca da centelha

Nestes tempos bicudos é recorrente ouvir comentários, curtos ou longos, de como o povo é ignorante, alienado, indulgente, entre outros adjetivos para descrever o comportamento da patuleia frente ao verdadeiro assalto continuado aos direitos conquistados e às riquezas nacionais, praticado pela quadrilha de golpistas que usurpou um governo legitimamente eleito, solapando de roldão a democracia da Constituição e da convivência social.

É compreensível o desespero de muitas e muitos de nós diante da cavalgada impassível desses cavaleiros do apocalipse a destruir conquistas civilizacionais e patrimônios nacionais.
Mas concordando que somos mais ignorantes e menos bem informados que a patuleia de outros países, não vejo que seja essa a explicação de nossa passividade diante da quadrilha que invadiu nossos quintais e ameaça entrar em nossas casas.

Já vimos e veremos fascistas e flertadores do fascismo conquistarem a hegemonia política em países onde os eleitores são muito mais letrados e menos midiotizados do que nós.

Há algo mais ligado ao campo do imaginário coletivo, da psicologia coletiva - sei lá - a nos congelar, a impedir que esbocemos reação diante dessa tragédia e de absurdos que se sucedem a cada dia, envolvendo o núcleo do governo federal, do poder judiciário e do Ministério Público, dominado por golpistas.

Em 2013 São Paulo viveu forte reação de setores da população que reagiram ao aumento de 20 centavos no preço da passagem, e por razões ainda não muito bem compreendidas, aquilo se alastrou pelo pais afora, se tornando um dos maiores movimentos de massa da história do Brasil, que durou por vários dias.

Já não era mais pelos 20 centavos, mas também não passou a ser por bandeiras específicas. Foi uma imensa explosão de energia, de indignação coletiva "contra tudo isso que está aí", mas que não encontrou um eixo que pudesse organizar e direcionar a força daquela explosão, que acabou se dissipando. É bem verdade que no meio daquelas multidões que enchiam as grandes praças e avenidas do país estava o ovo da serpente das manifestações contra Dilma ao longo de 2015 e 2016. Mas essa é uma outra história.

O fato é que nós só conseguiremos sair do torpor que nos aprisiona a contemplar essa quadrilha a saquear nosso futuro, se formos capazes de encontrar a centelha que poderá desencadear uma reação coletiva e reintegrar ao povo a posse de seu governo.


Para isso é preciso que continuemos a lutar com determinação, mas tendo em conta que poderá ser uma luta prolongada, que a vitória poderá demorar anos e que na trajetória dessa luta ainda poderemos perder muito mais do que já perdemos.