sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Uma única narrativa: aquela que interessa à oposição e a um de seus principais partidos


Só a canalhice explica a abordagem ao problema da falta d'água, como fez o Mau dia Brazil (nesse caso é com "Z" mesmo) na edição de hoje.

Se aproveitando da declaração de cientistas que afirmam, em uníssono, já terem alertado sobre o problema da falta d'água desde 2013, esse jornal (?) matinal generaliza e joga a responsabilidade no colo do governo federal. Ora! Nós e a mesa de granito sobre a qual escrevo esse comentário, sabemos que a responsabilidade pelo abastecimento d'água é dos governos estaduais.

Isso é o que podemos chamar de tremenda forçação de barra de um jornal que faz tudo, menos jornalismo. Aliás, o que faz mesmo é papel de  órgão oficial de determinado partido de oposição que representa os interesses de grandes capitalistas brasileiros (?) antinacionais.

Tal partido governa um estado que sofre com a falta d'Água desde 2013, embora, alertas técnicos sobre a necessidade de medidas urgentes já tenham sido orientadas a partir de 2003.

Nada foi feito e a tragédia que se abate sobre a população daquele grande estado só se agrava. Ainda assim, esse mesmo jornal, outros jornais do mesmo grupo de mídia e seus sócios do PIG evitaram falar do problema que flagela essa grande unidade da federação, como o diabo evita a cruz. Não podiam, afinal, contrariar os interesses do partido que representam.

Agora, que a crise  hídrica afeta outros estados da federação (ainda que com muito menos intensidade), o Mau dia Brazil generaliza a crítica, como forma de diluir a responsabilidade dos governantes daquele grande estado e, o que é pior, tenta jogar o bode na sala do governo federal.

Mas, enquanto o vergonhoso monopólio dos meios de comunicação não for rompido, não podemos esperar comportamento diferente da  mídia tradicional, que tenta nos impor uma única narrativa, em nome de seus interesses e do principal partido que os defende.

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