No dia 25 do mesmo mês, o presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) Fernando González Llort, fez um chamamento ao mundo pela liberdade de Lula, lançando a campanha de solidariedade "Lula livre, já!"
Lula livre já! Este será nosso objetivo a partir de hoje, junto a milhões de mulheres e homens dignos do planeta, expressou o presidente do ICAP, durante XXIII Oficina Internacional sobre paradigmas emancipatórios.
Esse foi o texto apresentado para o do lançamento da campanha:
Fidel
Castro Ruz, líder histórico e voz presente da Revolução Cubana,
mais de uma vez afirmou e nos lembrou que o internacionalismo
constitui a própria essência do socialismo.
Hoje
materializamos uma nova ação internacionalista. Desta vez, chamados
todos os revolucionários cubanos a se somarem, de forma muito mais
concertada e intensa, ao movimento internacional de solidariedade com
o ex-presidente Lula.
Desde
que Lula foi preso injustamente, muitas de nossas organizações
sociais, de forma espontânea e alentadora, começaram a desenvolver
ações para a sua libertação.
A
partir de hoje, somaremos todas as forças e multiplicaremos nossos
esforços para exigir liberdade imediata para o ex-presidente,
originário da classe trabalhadora a ex-classe trabalhadora e que
tanto fez para os mais pobres no país. Para as vozes que exigem sua
liberdade de sejam ouvidas em todo o mundo.
Os
estudantes, os jovens em geral, as mulheres, os sindicalistas, os
agricultores, os cientistas, os intelectuais e toda a nossa sociedade
organizada, demonstrarão com fatos, algo que nos orgulhamos: Cuba
nunca abandona os seus verdadeiros amigos, muito menos aqueles que
são vítimas de permanentes injustiças.
A
direita pôs em curso em toda a América Latina e Caribe, uma batalha
em larga escala, manipulando o sistema judicial, para criminalizar de
forma seletiva e em todos os níveis, os líderes de esquerda.
Essa
direita, por natureza corrupta e corruptora, mente sem nenhum
escrúpulo, para assim destruir a imagem pública de figuras como
Lula, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner. Conspira, sem
limitação alguma, para deturpar os melhores legados destes,
manipulando a bandeira legítima da luta contra a corrupção.
Dentre
estes três líderes, Lula já cumpre uma sentença de 12 anos e 1
mês por um crime que não cometeu. O procurador que propôs sua
condenação disse “eu não tenho nenhuma prova, mas estou
convencido." Ou seja, sem prova alguma manifestou sua convicção
de que Lula era culpado.
Nós
confiamos na inocência de Lula. Não só porque até hoje nenhum
juiz nem procurador conseguiu provar qualquer crime, mas porque os
homens públicos como ele, homens com o senso de suas
responsabilidades históricas como ele, jamais se atreveriam a
comprometer suas imagens diante de seu povo.
Um
culpado não pede que seus delitos sejam provados. Um culpado não
coopera com os órgãos do judiciário como Lula tem feito. Um
culpado não faz declarações como as seguintes, antes de se
apresentar a seus carcereiros:
"Saibam
- disse à multidão que o cercava - que esse pescoço aqui não se
dobra, porque eu vou sair com cabeça erguida e o peito aberto,
porque vou provar minha inocência".
"Vou
encontrá-los cara a cara, frente a frente aceitando o cumprimento da
ordem" (referindo-se ao mandado de detenção).
"Eu
vou para lá (para a cadeia em Curitiba) para que eles saibam que eu
não tenho medo, eu não vou fugir, para que eles saibam que vou
provar provar minha inocência."
Assim
falou Lula a seus seus seguidores. Assim falou ao mundo. Assim falou
a seus filhos e netos. Assim mostrou segurança em sua inocência.
Assim, e por essa firmeza e convicção, vamos apoia-lo decididamente
até que esteja livre.
Façamos
realidade o chamado solidário feito pelo General de Exército Raúl
Castro Ruz, em primeiro de janeiro passado: transformar a
solidariedade com Lula em causa comum dos cubanos e cubanas. Vamos
ajudar a todas as pessoas honestas do planeta a contribuirem para a
sua liberdade e para cessar os ataques e perseguições judiciais
contra as ex-presidentas Dilma Rousseff e Cristina Fernández de
Kirchner.
A
ocasião e propicia. A XIII Oficina Internacional sobre Paradigmas
Emancipatórios demandou com justa razão e sentido de urgência, que
a solidariedade entre os povos seja transformada em fatos tangíveis,
em obra coletiva que some a unidade necessária entre eles.
Unamo-nos
também à condenação e rejeição enérgicas à tentativa de impor
à Venezuela, através de um golpe de Estado, um governo títere a
serviço dos EUA. Faz parte, como a perseguição a Dilma e Cristina
e a prisão de Lula, de uma estratégia do imperialismo.
livre
Lula, já. Esse será o nosso objetivo a partir de hoje, junto a
milhões de mulheres e homens dignos do planeta.
Claudio Machado
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