domingo, 27 de janeiro de 2019

O povo cubano grita bem alto: Lula livre, já!

No dia primeiro de janeiro de 2019, Raul Castro Ruiz fez um chamado solidário para que a luta pela liberdade de Lula fosse uma luta de todo o povo cubano.

No dia 25 do mesmo mês, o presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) Fernando González Llort, fez um chamamento ao mundo pela liberdade de Lula, lançando a campanha de solidariedade "Lula livre, já!"

Lula livre já! Este será nosso objetivo a partir de hoje, junto a milhões de mulheres e homens dignos do planeta, expressou o presidente do ICAP, durante  XXIII Oficina Internacional sobre paradigmas emancipatórios.

Esse foi o texto apresentado para o do lançamento da campanha:

Fidel Castro Ruz, líder histórico e voz presente da Revolução Cubana, mais de uma vez afirmou e nos lembrou que o internacionalismo constitui a própria essência do socialismo.

Hoje materializamos uma nova ação internacionalista. Desta vez, chamados todos os revolucionários cubanos a se somarem, de forma muito mais concertada e intensa, ao movimento internacional de solidariedade com o ex-presidente Lula.

Desde que Lula foi preso injustamente, muitas de nossas organizações sociais, de forma espontânea e alentadora, começaram a desenvolver ações para a sua libertação.

A partir de hoje, somaremos todas as forças e multiplicaremos nossos esforços para exigir liberdade imediata para o ex-presidente, originário da classe trabalhadora a ex-classe trabalhadora e que tanto fez para os mais pobres no país. Para as vozes que exigem sua liberdade de sejam ouvidas em todo o mundo.

Os estudantes, os jovens em geral, as mulheres, os sindicalistas, os agricultores, os cientistas, os intelectuais e toda a nossa sociedade organizada, demonstrarão com fatos, algo que nos orgulhamos: Cuba nunca abandona os seus verdadeiros amigos, muito menos aqueles que são vítimas de permanentes injustiças.

A direita pôs em curso em toda a América Latina e Caribe, uma batalha em larga escala, manipulando o sistema judicial, para criminalizar de forma seletiva e em todos os níveis, os líderes de esquerda.

Essa direita, por natureza corrupta e corruptora, mente sem nenhum escrúpulo, para assim destruir a imagem pública de figuras como Lula, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner. Conspira, sem limitação alguma, para deturpar os melhores legados destes, manipulando a bandeira legítima da luta contra a corrupção.

Dentre estes três líderes, Lula já cumpre uma sentença de 12 anos e 1 mês por um crime que não cometeu. O procurador que propôs sua condenação disse “eu não tenho nenhuma prova, mas estou convencido." Ou seja, sem prova alguma manifestou sua convicção de que Lula era culpado.

Nós confiamos na inocência de Lula. Não só porque até hoje nenhum juiz nem procurador conseguiu provar qualquer crime, mas porque os homens públicos como ele, homens com o senso de suas responsabilidades históricas como ele, jamais se atreveriam a comprometer suas imagens diante de seu povo.

Um culpado não pede que seus delitos sejam provados. Um culpado não coopera com os órgãos do judiciário como Lula tem feito. Um culpado não faz declarações como as seguintes, antes de se apresentar a seus carcereiros:

"Saibam - disse à multidão que o cercava - que esse pescoço aqui não se dobra, porque eu vou sair com cabeça erguida e o peito aberto, porque vou provar minha inocência".

"Vou encontrá-los cara a cara, frente a frente aceitando o cumprimento da ordem" (referindo-se ao mandado de detenção).

"Eu vou para lá (para a cadeia em Curitiba) para que eles saibam que eu não tenho medo, eu não vou fugir, para que eles saibam que vou provar provar minha inocência."

Assim falou Lula a seus seus seguidores. Assim falou ao mundo. Assim falou a seus filhos e netos. Assim mostrou segurança em sua inocência. Assim, e por essa firmeza e convicção, vamos apoia-lo decididamente até que esteja livre.

Façamos realidade o chamado solidário feito pelo General de Exército Raúl Castro Ruz, em primeiro de janeiro passado: transformar a solidariedade com Lula em causa comum dos cubanos e cubanas. Vamos ajudar a todas as pessoas honestas do planeta a contribuirem para a sua liberdade e para cessar os ataques e perseguições judiciais contra as ex-presidentas Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner.

A ocasião e propicia. A XIII Oficina Internacional sobre Paradigmas Emancipatórios demandou com justa razão e sentido de urgência, que a solidariedade entre os povos seja transformada em fatos tangíveis, em obra coletiva que some a unidade necessária entre eles.

Unamo-nos também à condenação e rejeição enérgicas à tentativa de impor à Venezuela, através de um golpe de Estado, um governo títere a serviço dos EUA. Faz parte, como a perseguição a Dilma e Cristina e a prisão de Lula, de uma estratégia do imperialismo.


livre Lula, já. Esse será o nosso objetivo a partir de hoje, junto a milhões de mulheres e homens dignos do planeta.

Claudio Machado

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